terça-feira, 15 de agosto de 2017

Artigo: A intolerância no caso Charlottesville e os grupos radicais, KKK, Neonazistas

Recentemente, James Alex Fields, um simpatizante neonazista, lançou o carro contra a multidão na cidade de Charlottesville, nos EUA.  O incidente acabou levando a morte de um manifestante e dois policiais. O homem, de 20 anos, está detido, acusado de homicídio em segundo grau, três crimes de ferimentos com intenções criminosas e um de atropelamento e fuga.

Este incidente levou o mundo que assistiu as manifestações de grupos extremistas a uma grande discussão sobre o que de fato pode existir quando se trata da liberdade de expressão.

Será mesmo que toda forma de expressão é válida? Mesmo que ela ofenda veementemente outro grupo de pessoas? Pense bem antes de responder essas perguntas.

Você pode ser homossexual, heterossexual, negro, branco, cristão, ateu, islâmico, animista, defensor dos animais, da igualdade, ou da famosa meritocracia... Temos inúmeras raças, crenças, gostos musicais... Enfim, tudo isso é pra mostrar que você pode fazer parte de um grupo ou de outro, ter preferencias, opiniões. Mas sempre com respeito às preferencias e opiniões alheias. Particularmente não consigo entender como alguém pode odiar outra pessoa apenas por ela ter nascido em outro lugar, com outra condição, por exemplo. É comum, o preconceito às pessoas que nasceram pobres e buscam oportunidades em outros lugares. Assim como também é comum olharmos com certo desdém quem nasceu em família rica e não está nem aí para as oportunidades. Visões e necessidades diferentes, que exigem a mesma coisa, RESPEITO.

Mas o fato é que os suprematistas sempre buscam inúmeros argumentos pra tentar justificar seus atos de intolerância, até mesmo dizer que o diferente não é humano. Vivemos hoje, mais do que nunca, um período de RADICALISMO e GENERALIZAÇÃO que nos proporcionam inúmeros conflitos. A intolerância se revela desde pequenos tuítes de deboche, até espancamento de homossexuais que andam nas ruas.

Em 2016, durante várias campanhas eleitorais pelo mundo, conseguimos perceber o radicalismo crescendo com acaloradas participações de candidatos como Marine Le Pen, na França e Geert Wilders, na Holanda. Estes dois exemplos representam bem o medo que ronda os europeus de perder seu estilo de vida para os islâmicos. Neste caso, acredito que realmente há motivos para temer já que os europeus colonizaram grande parte do mundo islâmico, inclusive impondo o uso de idiomas como o francês, holandês, inglês e espanhol, entre outros.

Mas como assim professor? Tu concordas com este medo então? Sim, o medo eu entendo, porém não concordo com a forma de tentar manter o estilo de vida a qualquer custo. Primeiramente porque a maioria dos islâmicos que vive na Europa, mesmo seguindo o alcorão, respeita e está disposta a se adaptar. Além disso, se os europeus possuem uma baixa taxa de fecundidade e os latinos, islâmicos, entre outros imigrantes possuem alta taxa de fecundidade, isso não é exatamente um problema dos estrangeiros. Mesmo que os europeus construíssem muros e se isolassem do mundo completamente, uma taxa de fecundidade abaixo de 1, a longo prazo, representa sim uma perda de identidade. A solução a médio/longo prazo seria ampliar a fecundidade e com isso a natalidade. Outro item que deve ser levado em conta são os serviços prestados por estrangeiros, que, em geral, são discriminados pelos próprios europeus. Estrangeiros devem seguir regras impostas? Sim, creio que devem, até porque viver em sociedade exige bom senso entre todas as partes envolvidas. O intolerante, seja de qual lado for, é um cara sem este senso.

Eleições americanas 2016

Chegamos à campanha mais popular de 2016, a dos Estados Unidos. Os críticos do presidente Donald Trump, consideram que os suprematistas brancos ganharam novo fôlego na América durante a campanha, considerada uma das mais feias dos últimos anos (Tenho forte impressão de que no mundo subdesenvolvido podemos ter um bom exemplo em 2018). Trump, sobretudo, foi acusado de veicular ideias racistas, antissemitas e anti-islâmicas. No início de sua campanha criticou a extrema-direita, mas em julho a alt-right ganhou espaço na mídia depois de Trump publicar no Twitter uma imagem da rival democrata, Hillary Clinton, ao lado de um monte de dinheiro e de uma estrela de David e com a frase: "Candidata mais corrupta de sempre". Mais tarde soube-se que a imagem já fora publicada num site da alt-right.

De lá pra cá sabemos o que aconteceu, Trump se elegeu e em 2017 passou a emitir opiniões polêmicas em doses diárias por rede social e tenta no congresso aprovar medidas não muito populares.

Como o ocorrido esta semana foi no país do Trump, ele teve que emitir opiniões como presidente da nação mais rica e poderosa do mundo. E seu discurso foi totalmente contra a intolerância. Disse:

“Aqueles que espalham a violência em nome da intolerância atacam o coração da América”.

“O racismo é maligno e aqueles que causam violência em seu nome são criminosos e bandidos, incluindo a Ku Klux Klan, os neonazistas e os militantes da supremacia branca, além de outros grupos de ódio, que são repugnantes a tudo que nós mais valorizamos na América”.

E agora a pouco, enquanto escrevo este artigo, vi no jornal que voltou atrás em parte deste discurso e disse que ambos os lados tem culpa, mas tudo isso tem seus motivos, tão contraditórios quanto o próprio Donald Trump.

Quando se trata de Ku Klux Klan, muita gente ainda pensa que sua origem certamente é republicana, quando na verdade é democrata, mas isso em um contexto bem diferente dos dias atuais e com uma reviravolta importante na década de 1940. Fiz um texto sobre este tema no link abaixo.


Por fim, as reações dos dias atuais aos movimentos radicais sejam de esquerda ou de direita são bastante reflexivas, e por vezes pode levar qualquer pacifista a indignação agressiva, conforme sugere o filósofo democrata-liberal, Karl Popper.


Jonathan Kreutzfeld



Kux Klux Klan: dos Democratas para os Republicanos

Fundada no ano de 1866, no estado do Tennessee, a Ku Klux Klan (KKK) surgiu como um clube social que tinha como membros os soldados que haviam lutado na Guerra Civil Americana, ocorrida nos anos de 1861 a 1865, representando os estados do sul, que haviam sido derrotados. Lembrando que naquela época os estados do sul que eram escravocratas e controlados pelos democratas enquanto os do norte, que eram contra a escravidão eram controlados por republicanos.

Guerra Civil Americana

Abraham Lincoln
A Guerra Civil Americana ocorreu devido à eleição de Abraham Lincoln (Republicano). Sete estados se rebelaram contra o governo, o que culminou na cessão com a União, surgindo assim os Estados Confederados da América. Seus esforços para a abolição da escravidão incluíram a assinatura da lei de Proclamação de Emancipação em 1863, encorajando os estados escravocratas de fronteira a tornarem a escravidão ilegal, e dando impulso ao Congresso para a aprovação da Décima Terceira Emenda à Constituição dos Estados Unidos, que finalmente pôs fim a escravidão em dezembro de 1865.

A KKK na verdade era uma organização racista secreta, que tinha entre seus objetivos resistir à política imposta pelos estados do norte após a Guerra Civil e intimidar os negros, na maioria das vezes com atos de violência, garantido assim a supremacia branca no país.

Chamem-se hoje, Ku Klux Klan, alt-right, neonazis, movimento nacional socialista ou Partido Americano da Liberdade, todos partilham uma crença: a de que a raça branca é superior a todas as outras e, por isso, deve dominar a sociedade.

O nome da organização, cujo registro mais antigo já conhecido é datado do ano de 1867, tem origem da palavra grega Kyklos, que significa “Círculo”, e da inglesa “Clãn”, que foi escrita com K para poder entrar no contexto do título, já que muitos acreditam que o nome foi inspirado no barulho feito quando se põe um rifle em ponto de atirar.

Surgimento

Criada pelo general Nathan Bedford Forrest, e tendo ainda membros como os veteranos da confederação sulista, Calvin Jones, Frank McCord, Richard Reed, John Kennedy, John Lester e James Crowe, a KKK conseguiu crescer em proporções inimagináveis em muito pouco tempo, ampliando seu número de seguidores por diversos outros estados.

Para que suas identidades fossem preservadas, os membros do clã usavam roupas brancas com capuzes que cobriam o rosto. Para que alguém pudesse entrar na seita era necessário passar por um ritual de iniciação, que se dava pelo fato do indivíduo ser colocado dentro de um tonel e empurrado ladeira abaixo.

Cada “K” uma renovação

O primeiro Klan surgiu no sul dos Estados Unidos no final dos anos 1860 e deixou de existir no início da década de 1870. Ele tentou derrubar os governos estaduais republicanos no sul durante a Era da Reconstrução, especialmente através do uso da violência contra líderes afro-americanos. Com inúmeros ataques em todo o sul, Em 1871, o presidente Ulysses Grant, tornou o grupo irregular, tornando o KKK uma entidade terrorista e banida do país. Eles costumavam fazer visitas surpresas aos negros, e com o uso da força, através de chibatadas, eles os forçavam a votar nos democratas. Os brancos que apoiavam a abolição e os professores que davam aula aos negros também eram perseguidos. Os membros da seita não aceitavam que os negros tivessem o direito à educação, diziam que eles eram indignos, que nasceram para ser eternos escravos. O número de seguidores desta fase é impreciso.

O segundo grupo atingiu aproximadamente 5 milhões de pessoas, foi fundado em 1915 e começou a atuar em todo o país em meados da década de 1920, especialmente nas áreas urbanas do Centro-Oeste e Oeste. Ele se opunha aos católicos e judeus, especialmente os imigrantes mais recentes, sendo que ressaltava sua profunda oposição à Igreja Católica. Esta segunda organização adotou um traje branco padrão e usava palavras de código semelhantes como as do primeiro Klan, além de ter adicionado os rituais de queima de cruzes e de desfiles em massa.

A terceira e atual manifestação da KKK surgiu depois de 1950, sob a forma de grupos pequenos, locais e desconexos que fazem uso do nome KKK. Eles se concentraram na oposição ao movimento dos direitos civis, muitas vezes usando violência e assassinatos para reprimir ativistas. É classificado como um grupo de ódio pela Liga Antidifamação e pelo Southern Poverty Law Center. Estima-se ter entre 5.000 e 8.000 membros em 2012. A segunda e a terceira encarnações do Ku Klux Klan faziam referências frequentes ao sangue "anglo-saxão" dos Estados Unidos, que remete ao nativismo do século XIX. Embora os membros da KKK jurem defender a moralidade cristã, praticamente todas as denominações cristãs oficialmente denunciaram as práticas e ideologias da KKK.

Atualmente, considerando que as redes sociais escondem muitos grupos e membros alicerçados estima-se que o número de seguidores praticantes ou não de atos violentos seja de dezenas de milhões de pessoas só nos Estados Unidos.

Eu recomendo alguns filmes bem fáceis de encontrar para compreender um pouquinho mais dessa história.

- Lincoln
- Deuses e Generais
- Gangues de Nova Iorque

Como aconteceu a reviravolta que levou os radicais da supremacia branca para o lado Republicano?

A primeira migração dos eleitores negros para o terreno democrata se deu durante o governo de Harry Truman (1945-1953). Democrata, ele baixou decretos contra a segregação nas forças armadas e no funcionalismo público e discursou contra a segregação racial.

A segunda onda, bem mais intensa, veio nos anos 1960, na sequência dos protestos contra as leis estaduais que separavam negros e brancos em lugares públicos e escolas. Após o assassinato do pastor batista Martin Luther King, a mais contundente voz desse movimento, quem tomou a dianteira foi o pastor democrata Jesse Jackson, seu colega.

Enquanto Luther King pregava a igualdade de todos os americanos, Jackson ressaltava as diferenças e fez campanha pelas políticas multiculturalistas de ação afirmativa, como as cotas raciais. Medidas desse tipo já estavam sendo implementadas pelo presidente republicano Richard Nixon, mas os democratas foram eficientes em roubar a paternidade da coisa. “Quando Nixon, com o Plano Filadélfia, tentou recuperar o espaço perdido pelos republicanos entre os negros, os democratas abraçaram as políticas de ação afirmativa e passaram a reclamar o estatuto de pioneiros”, escreve Demétrio Magnoli no livro Uma Gota de Sangue (Contexto).

O apoio do presidente democrata Bill Clinton às políticas de preferências raciais nos anos 1990 e a eleição de Barack Obama em 2008, com mais de 80% dos votos dos negros, sedimentou a transição do voto negro para o campo democrata.

E em 2016, Hillary Clinton, levou a maior parte dos votos negros. Barak Obama, o presidente negro (ainda que de mãe branca) é democrata. E Donald Trump, o pré-candidato republicano, evitou condenar o apoio de um líder da KKK, David Duke durante sua campanha.

Jonathan Kreutzfeld

Fonte:





terça-feira, 4 de julho de 2017

Michibiki, Beidou, Galileo, Glonass, Gps: Sistemas de Posicionamento Global

O sistema de GPS (Global Positioning System), que já existe há mais de 30 anos, é fundamental em várias áreas: nos orienta no trânsito, ajuda na navegação marítima, no transporte aéreo, na segurança de cargas nas estradas. Ninguém se perde com os satélites enviando informações de posicionamento e tendo uma base de mapas carregada no aparelho.

Chamamos todos os sistemas de posicionamento global de GPS por um simples motivo: é americano e o mais popular de todos.

Em 2018, os japoneses vão inaugurar um sistema de localização por GPS muito mais preciso do que os já conhecidos GPS de origem americana, GALILEO de origem europeia e que possui uma configuração mais abrangente do que promover precisão em posicionamento e está longe ficar pronto. Em funcionamento pleno também tem o GLONASS de origem russa que também se popularizou por contribuir com o posicionamento global em smartphones e demais aparelhos com a função.

Todos esses outros “concorrentes” do GPS surgiram, pois todos os países querem ter grande precisão em tempo real, coisa que os americanos não fornecem, por exemplo, aos russos. E são sistemas semelhantes, com dezenas de satélites orbitando e contribuindo com a triangulação necessária para o calculo preciso de posição.
Obviamente a China não fica pra trás neste segmento. O BEIDOU aparece como mais uma alternativa ao GPS americano, com direito a tecnologia Made in China bem como todo o envio de material satelital feito pelos próprios. Nada de ajuda de nações amigas. É chinês e pronto. Este começou a ser construído em 2000 e ficará pleno em 2020.

“MICHIBIKI” o GPS Japonês

O Quasi-Zenith Satellite System (QZSS) ou mais carinhosamente chamado de Michibiki é na verdade um projeto governamental japonês com parcerias das gigantes Mitsubishi Electric e Hitachi.

O foguete que levou o novo satélite foi lançado da base de Tanegashima, no Sul do Japão.
Base de Tanegashima, Japão

O GPS que a gente conhece funciona bem, mas os japoneses acreditam que podem desenvolver um sistema melhor. O que existe hoje tem uma margem de erro de dez metros, ou seja, os satélites não fazem distinção se dobra uma esquina ou se está em outro ponto. O que os japoneses estão fazendo é reduzir essa margem de erro de dez metros para dez centímetros.

Michibiki e os satélites em movimento
O GPS hoje é possível com informações enviadas por satélites geoestacionários, que ficam parados orbitando sobre pontos fixos na Terra. O sistema japonês será diferente: serão quatro satélites ao todo, três sempre em movimento, fazendo um traçado em forma de oito.

Um ficará parado sobre Tóquio. Assim, mudando de posição, os especialistas garantem que não haverá área de sombra, sem sinal, por exemplo, em locais cercados por prédios muito altos.

Com a margem de erro praticamente zerada, também vai ser mais fácil desenvolver outras aplicações: os carros que rodam sozinhos, sem motorista, terão mais precisão; ficará mais segura a entrega de mercadorias por drones; e até encontrar pessoas desaparecidas, como idosos, problema grave num país com uma população que envelhece rápido. 


Por enquanto, dois satélites foram lançados, mas a promessa é que em 2018 o japonês já terá um GPS para chamar de seu.

Jonathan Kreutzfeld

Fonte:






segunda-feira, 3 de julho de 2017

Sugestões: Filmes e Séries

Olá!

Entre guerras e situações muito diferenciadas, tanto na cultura quanto nas paisagens, ficam aqui minhas dicas Hollywoodianas ou não para entender um pouco mais sobre alguns temas.


VIETNÃ

- Apocalipse Now (1979): Mostra quão absurdo e confuso foi o conflito do Vietnã.

- Platoon (1986): Clássico de "frontline" também do Vietnã.

- Bom dia Vietnã (1987): Este mostra o "clima de paz" que se tinha no Vietnã.

- Rambo (1980): 
As sequências de Rambo foram produzidas para afirmar a ideologia capitalista e a força bélica norte-americana. Somente um soldado lutaria e venceria todos os vietcongues. Nos filmes fica clara a proposta da construção de uma representação dos comunistas como violentos, desumanos; enquanto o Rambo, ao contrário, representaria a coragem, o valor humano ético e moral, o salvador da humanidade.

SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

- Até o Último Homem (2016): Baseado em fatos reais, mostra a dura batalha de um jovem e religioso homem para ir para a guerra sem precisar utilizar uma arma em punho.

- O Último Batalhão (2001): Sobre a 2a Guerra Mundial, filme que mostra as "glórias" de batalhões que foram formados por civis, advogados, professores, operários... e que cumpriram missões importantes nesta guerra.

- Band of Brothers (2001): Série da HBO sobre a incursão americana na Alemanha, são 10 capítulos, boas aulas de história desta guerra.

- A nação do medo (Fatherland) (1994): Único filme que eu conheço que tenta mostrar como seria a Alemanha se ela tivesse vencido a guerra e Hitler sobrevivido. Vale a pena ver, é diferente e não é um filme nazista não. Este eu achei no youtube em partes é bem raro este filme.

- The Pacific (2010): Série sobre a 2a Guerra Mundial lá do lado oriental, mostra a grande área que era de domínio japonês e como os EUA e aliados fizeram para reprimir o avanço japonês no pacífico.

- Lista de Schindler (1993): Filme que todas as pessoas normais deveriam assistir pra tentar entender o que pode ter sido o nazismo em si.

- O menino do pijama listrado (2008): Se você hipoteticamente assistir tudo o que está nesta lista e for um pouco emotivo, vai passar mais umas 2 horas chorando neste filme. Sobre 2a Guerra Mundial também.

- Raça (2016): Filme sobre a história de Jesse Owen o negro que foi em 1936 enfrentar os preconceitos do seu próprio país e da Alemanha nazista.

- Leningrado (2007): De origem russa e sem grandes produção, este filme retrata o cerco à esta cidade Russa durante a 2a Guerra Mundial que durou mais de dois anos. Mostra do que o ser humano é capaz quando está com muita fome.

- Império do Sol (1987): Mostra através da história de um menino de origem britânica, a invasão dos japoneses dentro território chinês que por sua vez ainda tinha grande influência britânica naquela época.

ORIENTE MÉDIO

- Guerra ao terror (2008): Filme que mostra as dificuldades em combater inimigos sem medo de morrer. Sobre a Guerra recente contra o Iraque. Acho que é bem americanizado, mas até que eu gostei.

- 13 Horas: Os Soldados Secretos de Benghazi (2016): Filme sobre um grupo de soldados que tenta defender uma base na Líbia durante a visita de um embaixador americano ao país num aniversário do 11 de setembro.

ÁFRICA

- Capitão Philips (2013): Filme sobre o drama das vítimas e dos soldados da pirataria na Somália.

- Redenção (2011): Se passa onde atualmente é a divisa de Sudão e Sudão do Sul. Mostra uma história de um americano que resolveu mudar de vida para ajudar os mais necessitados.

- Diamante de Sangue (2006): Sobre como é a vida de quem vive escravizado em garimpos de diamante em Serra Leoa. Faz uma crítica ao consumo deste mineral.

- O Último rei da Escócia (2006): Um médico estrangeiro chega no país bem intencionado, quer ajudar o país e acaba se envolvendo na política local.

- Senhor das Armas (2005): Um filme que se passa na Guerra Fria e faz entender como tantas armas foram parar nas mãos de guerrilhas e exércitos de países muito pobres.

TEMAS VARIADOS

- Gangues de Nova York (2002): Filme fantástico sobre os EUA do século retrasado. Faz quem assiste entender um pouco da origem da prepotência e arrogância típicas de parcela da população. Muito interessante pra entender de onde vem pessoas como o atual candidato à presidência Donald Trump.

- Interestelar (2014): É uma ficção sim! Mas tem uma sacada muito bacana sobre o esgotamento de nossos recursos naturais na Terra.

- A Cabana (2017): Um filme lindo para refletir e buscar o que há de melhor nos nossos sentimentos. Um filme sobre a fé.

- Austrália (2008): É um romance enorme que ajuda a compreender um pouco a imensidão da Austrália fora do deserto e de suas grandes cidades.

- Sete anos no Tibet (1997): Mais um enorme filme sobre paisagens maravilhosas e noções de cultura bastante distintas.



- Chi-Raq (2015): Filme polêmico e super atual, leva a reflexão sobre a violência real na grande metrópole estadunidense e compara com guerras. Com texto envolvendo temas como pobreza, racismo, feminismo, sexismo e armas.

- Narcos (2015): Série sobre Pablo Escobar, retratando a história de ascensão dele de um criminoso comum para um dos homens mais perigosos, procurados e ricos do mundo.


- O Caçador de Pipas (2007): O filme é uma adaptação de um romance que mostra uma história triste que tem como plano de fundo o Afeganistão.

Episódios de Globo Repórter: Meus preferidos foram no Vietnã e Myanmar.

FATHERLAND PARTE 1




Joathan Kreutzfeld

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Casamento Gay e Proibição no Brasil e no Mundo

Não bastasse serem alvo de ataques e assassinatos por motivo de ódio no mundo todo, gays, lésbicas e transexuais são tratados como criminosos em vários países e estão sujeitos até à pena de morte em alguns deles.

Relações entre pessoas do mesmo sexo são consideradas crime em mais de 70 países. É a chamada “homofobia de estado”. O número representa 37% do total de estados membros da ONU (Organização das Nações Unidas). Algumas fontes chegam a apontar mais de 80 países. Pelo lado positivo, 47 reconhecem casamento gay, é tratado como um dado positivo, pois pouco tempo atrás esse número era ainda menor.

Direitos lésbicas e homossexuais no mundo - Clique no Mapa

Pesquisando o assunto, uma coisa me chamou a atenção. Muitos sites indicam os países de maioria islâmica como sendo os piores para os homossexuais, na legislação pode até ser. Mas vale ressaltar que o Brasil é um dos mais inseguros do mundo para toda comunidade LGBT! Mais pessoas morrem por este motivo. Ou seja, não ser proibido não demonstra necessariamente aceitação e segurança.


Em 2006, quando foi feito o primeiro estudo, a lista tinha 92 países. Para Aengus Carroll, autor do relatório de 2016, o avanço é lento demais. “Ficamos perplexos de ver por que tantos países têm dificuldade de atender às necessidades básicas de pessoas LGBTI [lésbicas, gays, bissexuais, trans e intersex]”, diz.

As punições variam de multas e prisão à pena de morte. Há também países que não preveem penalidade ou não a aplicam atualmente, mas mantêm a criminalização em seu código penal – ou seja, podem aplicá-la a qualquer momento

O Brasil foi incluído na lista do “reconhecimento”, já que o casamento gay foi reconhecido por via judicial.

Um dos países da lista dos 73 que criminalizam é o Egito, que não penaliza tecnicamente as relações homossexuais em si, mas tem usado a interpretação de algumas leis (como uma que existe contra a libertinagem) para restringir e prender homens gays nos últimos anos. Segundo um relatório de abril deste ano, atualmente há mais de 250 pessoas LGBT cumprindo pena nas prisões egípcias.


Segundo o relatório, 13 países preveem a pena de morte para atos sexuais consentidos entre pessoas adultas do mesmo sexo. Em quatro deles – Sudão, Arábia Saudita, Irã e Iêmen –, a pena é efetivamente aplicada pela Justiça no país todo. Em dois – Nigéria e Somália –, é aplicada em algumas províncias.
Em cinco desses países – Mauritânia, Afeganistão, Paquistão, Qatar e Emirados Árabes Unidos – não há registro de aplicação específica recente e em dois deles (no Iraque e nos territórios controlados pelo Estado Islâmico nesse país e na Síria), os responsáveis por matar sistematicamente e com brutalidade os gays são milícias e grupos não estatais.



Punições atingem mais homens do que mulheres

O relatório da ILGA avalia outros detalhes da “homofobia de estado”. Dos 73 países que criminalizam relações entre pessoas do mesmo sexo, 45 deles aplicam a lei tanto a homens quanto a mulheres. Nos demais, somente os homens estão incluídos. Lembrando que em muitos desses países a mulher não tem direito a muita coisa então não há grande vantagem por aqui.

A ONU reivindica para que os governos entendam que o que está sendo reivindicado não são direitos especiais, mas direitos humanos.

Fonte:



Resumo: Refugiados no Brasil e no Mundo

Ao redor do mundo, o deslocamento forçado causado por guerras, violência e perseguições atingiu em 2016 o número mais alto já registrado, segundo relatório divulgado hoje pelo ACNUR (Agência da ONU para Refugiados).

Importante

Refugiado: pessoa fora de seu país que não pode retornar por causa de perseguição por motivo de raça, religião, nacionalidade, por pertencer a um grupo social ou por opiniões políticas.

Deslocado interno: pessoa que, em virtude de conflito armado, violência generalizada, violações a direitos humanos ou desastres, é forçada a deixar o local de residência, mas permanece em seu país.

Solicitante de asilo: pessoa que pediu proteção internacional e aguarda a concessão de status de refugiado.

O relatório “Tendências Globais”, o maior levantamento da organização em matéria de deslocamento, revela que ao final de 2016 havia cerca de 65,6 milhões de pessoas forçadas a deixar seus locais de origem por diferentes tipos de conflitos – mais de 300 mil em relação ao ano anterior. Esse total representa um vasto número de pessoas que precisam de proteção no mundo inteiro.

Migrantes no litoral da Líbia no Mediterrâneo 
O número de 65,6 milhões abrange três importantes componentes. O primeiro é o número de refugiados, que ao alcançar a marca de 22,5 milhões tornou-se o mais alto de todos os tempos. Destes, 17,2 milhões estão sob a responsabilidade do ACNUR, e os demais são refugiados palestinos registrados junto à organização irmã do ACNUR, a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA).

Campo de refugiados no Sudão do Sul
O conflito na Síria continua fazendo com que o país seja o local de origem da maior parte dos refugiados (5,5 milhões). Só pra ter uma ideia, a Síria já teve pouco mais de 20 milhões de pessoas em seu território e atualmente possui cerva de 15 milhões. Exorbitante esta perda de ¼ da população tão rapidamente. Entretanto, em 2016 um novo elemento de destaque foi o Sudão do Sul, onde a desastrosa ruptura dos esforços de paz contribuiu para o êxodo de 739,9 mil pessoas até o final do ano passado. No total, já são 1,4 milhão de refugiados originários do Sudão do Sul e 1,87 milhão de deslocados internos (que permanecem dentro do país).

O segundo componente é o deslocamento de pessoas dentro de seus próprios países, que ao final de 2016 totalizou 40,3 milhões em comparação aos 40,8 milhões no ano anterior. Síria, Iraque e o ainda expressivo deslocamento dentro da Colômbia foram as situações de maior deslocamento interno. Entretanto, o deslocamento interno é um problema global e representa quase dois terços do deslocamento forçado em todo o mundo.

O terceiro componente está relacionado aos solicitantes de refúgio, pessoas que foram forçadas a deixar seus países em busca de proteção como refugiados. Globalmente, ao final de 2016, o número total de solicitantes de refúgio era de 2,8 milhões.

Todos esses números evidenciam o imenso custo humano decorrente das guerras e perseguições a nível global: 65,6 milhões significam que, em média, 1 em cada 113 pessoas em todo mundo foi forçada a se deslocar – uma população maior que o Reino Unido, o 21º país mais populoso do mundo.

Uma conclusão fundamental do relatório “Tendências Globais” é que o nível de novos deslocamentos continua muito alto. Do total contabilizado ao final de 2016 (65,6 milhões), 10,3 milhões representam pessoas que foram forçadas a se deslocar pela primeira vez. Cerca de dois terços deste contingente (6,9 milhões) se deslocaram dentro de seus próprios países. Isso equivale a 1 pessoa se tornando deslocada interna a cada 3 segundos – menos tempo do que se leva para ler essa frase.

Ao mesmo tempo, o retorno de refugiados e deslocados internos para as suas casas, em conjunto com outras soluções como reassentamento em outros países, significaram melhores condições de vida para muitas pessoas em 2016. No total, 37 países aceitaram 189,3 mil refugiados para o reassentamento.

Cerca de meio milhão de refugiados tiveram a oportunidade de voltar para seus países, e aproximadamente 6,5 milhões de deslocados internos regressaram para suas regiões de origem – embora muitos deles tenham voltado em circunstancias abaixo do ideal e ainda com um futuro incerto.

Em todo o mundo, a maior parte dos refugiados (84%) encontra-se em países de renda média ou baixa, sendo que um a cada três (4,9 milhões de pessoas) foi acolhido nos países menos desenvolvidos do mundo. Ou seja, as pessoas saem de um lugar impossível, para algum muito ruim. Este enorme desequilíbrio reflete diversos aspectos, inclusive a falta de consenso internacional quando se trata do acolhimento de refugiados e a proximidade de muitos países pobres às regiões em conflito.

Países que mais acolhem refugiados

De todos os países, a Turquia acolheu o maior número de refugiados, totalizando 2,8 milhões até a metade de 2016. Em seguida estão Paquistão (1,6 milhão), Líbano (1 milhão), Irã (978.000), Etiópia (742 mil), Jordânia (691 mil), Quênia (523 mil), Uganda (512,6 mil), Alemanha (478,6 mil) e o Chade (386,1 mil).

“As comunidades mais pobres são as que mais contribuem ao oferecer um lugar seguro às pessoas que foram forçadas a se deslocar”.

Maior campo de refugiados do mundo, com mais de 300 mil pessoas fica em Dadaab no Quênia

A Síria continua representando os maiores números de deslocamento no mundo, com 12 milhões de pessoas (quase dois terços da população) que ou estão deslocadas dentro do país ou foram forçadas a fugir e hoje são refugiados ou solicitantes de refúgio.

Sem contar a situação de refugiados palestinos que já tem longa duração, colombianos (7,7 milhões) e afegãos (4,7 milhões) continuam sendo a segunda e terceira maior população de pessoas forçadas a deslocar (sejam refugiadas ou deslocadas internas) no mundo, seguidos pelos iraquianos (4,2 milhões) e sul-sudaneses (a crise de deslocamento que cresce mais rapidamente).

As crianças, que representam a metade dos refugiados de todo o mundo, continuam carregando um fardo desproporcional de sofrimento, principalmente devido à sua elevada vulnerabilidade. Tragicamente, 75 mil solicitações de refúgio foram feitas por crianças que viajavam sozinhas ou separadas de seus pais. O relatório aponta que possivelmente este número subestime a real situação.

O ACNUR também estima que, até o final de 2016, ao menos 10 milhões de pessoas não tinham nacionalidade ou corriam risco de se tornarem apátridas. Entretanto, os dados recolhidos pelos governos e comunicados ao ACNUR limitavam o número de apátridas a 3,2 milhões em 75 países diferentes.

O ACNUR elabora o relatório “Tendências Globais” anualmente com base em seus próprios dados, do Internal Displacement Monitoring Centre e dos governos.

No Brasil

Nos últimos cinco anos, as solicitações de refúgio no Brasil cresceram 2.868%. Passaram de 966, em 2010, para 28.670, em 2015. Até 2010, haviam sido reconhecidos 3.904 refugiados. Em abril de 2016 ano, o total chegou 8.863, o que representa aumento de 127% no acumulado de refugiados reconhecidos – incluindo reassentados.

O relatório mostra que os sírios são a maior comunidade de refugiados reconhecidos no Brasil. Eles somam 2.298, seguidos dos angolanos (1.420), colombianos (1.100), congoleses (968) e palestinos (376). Ao todo são 79 nacionalidades.


A região que mais absorve os refugiados, é a que mais carece de mão de obra em diversas áreas, o sul. Conforme podemos observar no mapa abaixo.


Quando se trata de solicitações de refúgio, os haitianos são os que mais solicitam. Vale ressaltar que a Venezuela, que passa por grave crise econômica tem aumentado vertiginosamente esses dados desde que a pesquisa foi feita. Só pra ter uma ideia, até o final de 2016 os valores ficam próximos de 10 mil pessoas que solicitaram refugio provenientes da Venezuela. 


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Jonathan Kreutzfeld

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