terça-feira, 5 de julho de 2016

Problemas Sociais e Ambientais das Regiões Metropolitanas

Trabalho realizado na disciplina de Geografia, supervisionado pelo professor Jonathan Kreutzfeld

Por: Rebecca Raíssa Piovesana, Luiza Hansen, Paola Panini, Emily Bertsch, Sabrina Salvador, Guilermerme Deschamps.

INTRODUÇÃO

Os problemas ambientais no Brasil estão relacionados ao complexo quadro de crise geral e a falta de uma política quanto ao planejamento da utilização dos recursos naturais, o qual tem gerado a sua utilização irracional com algumas perdas irreversíveis, induzindo a importantes implicações econômicas devido à degradação ambiental.

Os problemas, tanto sociais quanto ambientais, nas áreas metropolitanas, na maioria das vezes são analisados como se afetassem ao conjunto da população de maneira indiscriminada. Ainda que isso ocorra, se faz de suma importância destacar que seus efeitos não atingem igualmente todos os segmentos sociais. Assim, alguns são mais imediatamente sentidos por determinados grupos, seja por sua proximidade cotidiana, ou seja, pela escassez de recursos de que estes dispõem para buscar soluções próprias.

O trabalho está dividido em partes, tendo como base um conceito mais elaborado sobre as Regiões Metropolitanas no território brasileiro, com os nomes e mapas das devidas regiões e por fim com seus problemas sociais e ambientais.

Portanto, o trabalho sobre problemas sociais e ambientais das regiões metropolitanas pretende abordar de forma clara os conceitos e informações sobre os principais problemas sociais urbanos no Brasil decorrentes da desigualdade social e das contradições econômicas que se manifestam no espaço geográfico.


REGIÃO METROPOLITANA

Uma região metropolitana é uma área formada por vários municípios que apresentam uma estrutura ou aglomeração urbana interligada entre si ou em torno de uma cidade principal, geralmente uma metrópole. Assim, uma região metropolitana costuma ter um município-sede e as demais localidades sendo suas cidades-satélites ou área metropolitana.

Conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Região Metropolitana “é uma região estabelecida por legislação estadual e constituída por agrupamentos de municípios limítrofes (que fazem fronteiras), com o objetivo de integrar a organização, o planejamento e a execução de funções públicas de interesse comum”.
Portanto, cada unidade federativa do Brasil tem autonomia para criar suas Regiões Metropolitanas, sendo a concentração populacional e a conurbação os principais critérios utilizados. A formação dessas áreas objetiva a realização de políticas públicas destinadas à melhoria da qualidade dos serviços públicos, englobando todos os municípios da Região Metropolitana.

Por exemplo, quando nos referimos ao município de São Paulo, estamos falando de uma metrópole que centraliza em torno de si uma região metropolitana. Quando falamos em “Grande São Paulo” ou Região Metropolitana de São Paulo, estamos incluindo também as suas cidades-satélites, tais como Guarulhos, Osasco e muitas outras. Essa região, no caso, é formada por um conjunto total de 39 cidades, a maior aglomeração urbana do Brasil, com uma população que se aproxima da casa dos 20 milhões de habitantes, segundo dados do IBGE de 2010.

Atualmente, o Brasil possui 36 Regiões Metropolitanas, sendo essas:

(Gráfico IBGE, Censo demográfico 2010, Regiões Metropolitanas no Brasil)

A implementação de leis para regiões metropolitanas ocorreu em razão da necessidade de uma maior complementaridade entre as estruturas que formam essas cidades. Em outras palavras, as cidades de uma mesma região metropolitana precisam apresentar sistemas de transporte, comunicação, pavimentação e outros que estejam interligados entre os diferentes limites municipais. Isso tudo porque essas cidades passaram ou estão passando por um processo de conturbação, ou seja, um processo em que a área urbana de duas ou mais cidades fica interligada entre si, de modo a não haver uma distinção visual entre ambas, ou seja, as áreas urbanas de diferentes municípios formam uma mesma aglomeração, incluindo aí uma relação socioeconômica de interdependência, algo característico das regiões metropolitanas.

Essa “junção” de diferentes municípios desencadeou problemas nos serviços públicos: transporte, educação, saúde, segurança, entre outros. Nesse sentido, houve a necessidade de se desenvolver políticas públicas urbanas integradas entre os municípios envolvidos. Para isso, foram criadas as Regiões Metropolitanas.

As 10 maiores regiões metropolitanas do Brasil (2010)

Podemos notar que, apesar de a maioria das regiões metropolitanas ser liderada por capitais estaduais, isso não necessariamente é uma regra, tal qual o caso de Campinas, que possui sua própria região metropolitana sem ser uma capital. Existem também outros casos, como a Baixada Santista (SP), Londrina (PR), Cariri (CE) e outras.

Um fato curioso é que o estado de Santa Catarina, cuja população é de 6.248.436 habitantes (11° mais populoso do Brasil), possui sete regiões metropolitanas. A legislação catarinense considera que um aglomerado de cidades que reúna 6% da população estadual pode formar uma região metropolitana.

Essas regiões possuem grande concentração populacional. Nas últimas décadas, as grandes aglomerações urbanas vêm crescendo bem mais do que o resto do país. Em 2008, aproximadamente, 56,3 milhões de pessoas (cerca de 30% da população nacional) residiam nas nove maiores Regiões Metropolitanas do Brasil. A mais populosa é a Região Metropolitana de São Paulo: 20.309.647 habitantes.

PROBLEMAS SOCIAIS E AMBIENTAIS URBANOS

Dentre muitos munícipios brasileiros, alguns, acabam atraindo moradores de outros locais, por concentrar serviços, comércio e órgãos públicos. Isso quer dizer que eles exercem influência econômica, política e cultural sobre outros lugares, por causa da melhor infraestrutura urbana e dos serviços que oferecem. São municípios que apresentam uma grande CENTRALIDADE. São Paulo é a cidade que tem maior poder de atração sobre cidades de todas as regiões brasileiras.

Essa relação de atração/influência que os municípios têm uns sobre os outros é o que denominamos REDE URBANA.

Com a migração de indústrias e de pessoas para as grandes cidades e para municípios vizinhos a elas, ocorre o crescimento urbano algumas áreas vão sendo densamente ocupadas a ponto de, muitas vezes, não conseguirmos distinguir um município de outro. Essa grande aglomeração, que une municípios vizinhos é denominada CONURBAÇÃO.

Devido a esse processo, em algumas áreas, são definidas as REGIÕES METROPOLITANAS, formadas por um município central e outros que estão sob sua influência.

Assim, ocorre um constante movimento de entrada e saída de pessoas entre os municípios que compõem uma região metropolitana, onde predominam atividades dos setores secundário e terciário. A maioria das regiões metropolitanas está situada nas regiões Sudeste e Sul. A região metropolitana de São Paulo é a que apresenta o maior número de municípios (39). Já a chamada Grande São Luís é a menor das regiões metropolitanas, com apenas quatro municípios.

Da população considerada pobre, ou extremamente pobre, a maioria vive nas cidades, principalmente nas regiões metropolitanas. Nessas regiões vivem 80% da população moradora da favela.

·                    Alguns problemas sociais e ambientais das Regiões Metropolitanas são:

1.           Insuficiência ou má qualidade dos serviços de hospitais, moradia, escolas, creches, centros de lazer e cultura;


(Hospital público na cidade de São Paulo)






2.           Precariedade nos serviços de saneamento básico é um dos problemas característicos das regiões metropolitanas, fato que influencia diretamente nos índices de mortalidade infantil.
  
(Tietê em péssimas condições)




3.           Sistema de transporte coletivo deficiente e precário, com Superlotação a que está sujeito, principalmente nos horários de pico; Falta de segurança nos pontos de espera e Impossibilidade de transportar cargas.



(Sistema de Transporte Coletivo da cidade do Rio de Janeiro lotado)

4.           Elevados índices de violência, à medida que as cidades passaram a inchar de forma caótica, desordenada, sem nenhum planejamento, absorvendo também os trabalhadores do campo, principalmente após a mecanização rural, sua população foi dividindo os territórios - um centro ocupado pela elite, alguns círculos habitados pela classe média, e uma periferia crescente que cada vez mais se expande por todos os espaços desocupados que restam nas metrópoles urbanas. Tudo isso, somado a um sistema econômico que mais exclui do que inclui as pessoas, mecanismo cruel que, por um lado, explora os trabalhadores, aliena-os do produto de seu trabalho, e por outro estimula ao máximo o consumo, através dos canais disponibilizados pela mídia e pela cultura de massa. Assim, a maior parte dos jovens, excitados pelo apelo ao consumismo, sem perspectivas materiais e sociais, abandonados pelo Poder Público, que não investe o suficiente em políticas educacionais e culturais, vê abrir-se diante de seus olhos o universo do crime organizado, que eles acreditam lhes proporcionar tudo o que mais desejam.

(em destaque a “pacificação” do Morro do Alemão na cidade do Rio de Janeiro)

5.           Acúmulo de lixo e de esgotos, boa parte dos detritos pode ser recuperada para a produção de gás (biogás) ou adubos, mas isso dificilmente acontece. Normalmente, esgotos e resíduos de indústrias são despejados nos rios. Com freqüência esses rios “morrem” (isto é, ficam sem peixe) e tornam-se imundos e malcheirosos. Em algumas cidades, amontoa-se o lixo em terrenos baldios, o que provoca a multiplicação de ratos e insetos. Para quem trafega pelas marginais de São Paulo, por exemplo, e sente o mal cheiro exalado pelos rios Tietê e Pinheiros, este indicador pode surpreender: a coleta de esgoto atende a 96% dos domicílios urbanos em São Paulo, segundo a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).Porém a coleta é muito diferente de tratamento de esgoto. Este último sim é a solução para boa parte da poluição dos rios em São Paulo. Entretanto, custa caro, muito caro, para uma cidade do porte de São Paulo tratar seu esgoto. Exige investimentos vultosos e muita consciência e participação dos habitantes, empresas e indústrias.

(em destaque o acúmulo de lixo em Manaus)

6- Desemprego: provoca um grande crescimento no número de pessoas que atuam no mercado informal, além de promover o aumento da violência, pois muitas pessoas, até mesmo pela falta de oportunidades, optam pelo crime;

7- Acaba formando as favelas que apresentam uma concentração de casebres e barracos em situação precária, desprovidos, em sua maioria, de serviços públicos básicos, geralmente estão situadas em áreas de risco e abrigam grandes grupos criminosos, como o tráfico de drogas.

(Favela na cidade do Rio de Janeiro)

8- Formação de Cortiço corresponde a moradias que abrigam um grande número de famílias, quase sempre são cômodos alugados em antigas casas enormes situadas no centro, essas construções se encontram em condições deterioradas.

9- Loteamentos populares e loteamentos clandestinos, o maior problema desse tipo de habitação é que quase sempre os loteamentos são clandestinos. As casas são construídas pelo próprio morador ou em forma de mutirão.

10- Enchentes, enxurradas e alagamentos: os centros urbanos possuem extensas áreas cobertas por concreto e asfalto, dificultando a infiltração da água da chuva no solo. As chuvas em grandes proporções ocasionam um acúmulo muito grande de água e as galerias pluviais não conseguem absorver toda enxurrada e essas invadem residências, prédios públicos, túneis e comprometem o trânsito. Seja em caso de transbordamento de cursos de água, ou do próprio sistema de drenagem insuficiente.

(em destaque: Enchente em Blumenau, SC)


11- Trânsito e Congestionamentos frequentes, especialmente nas áreas em que os automóveis particulares são muito mais importantes que os transportes coletivos muitos moradores da periferia das grandes cidades dos países do Sul, em sua maioria de baixa renda, gastam três ou quatro horas por dia só no caminho para o trabalho. Só no município de São Paulo, tem de uma frota de mais de 5 milhões de automóveis (1 carro para 2 habitantes), 10 mil ônibus e 600 mil motocicletas. No pico da manhã, a velocidade média é de 23 km/h, à tarde, 27 km/h. Chega a ser um pouco mais rápido do que uma bicicleta a passeio. Há dias em que são registrados de 120 a 140 km de lentidão. O recorde, no entanto, é estonteante: incríveis 242 km de congestionamento. Mais do que aborrecedor e estressante, o trânsito em São Paulo é violento. Em 2006, 1,48 mil pessoas morreram em acidentes, sendo que 49,4% eram pedestres. Por dia, morreram, em média, 2 pedestres e 1 motociclista.



12- Poluição sonora, provocada pelo excesso de barulho (dos veículos automotivos, fábricas, obras nas ruas, grande movimento de pessoas e propaganda comercial ruidosa). Isso pode ocasionar neuroses na população, além de uma progressiva diminuição da capacidade auditiva.

13- Carência de áreas verdes (parques, reservas florestais, áreas de lazer e recreação, etc.). Em decorrência de falta de áreas verdes agrava-se a poluição atmosférica, já que as plantas através da fotossíntese, contribuem para a renovação do oxigênio no ar. Além disso tal carência limita as oportunidades de lazer da população, o que faz com que muitas pessoas acabem passando seu tempo livre na frente da televisão, ou assistindo a jogos praticados por esportistas profissionais (ao invés de eles mesmos praticarem esportes).

14- - Poluição visual, ocasionada pelo grande número de cartazes publicitários, pelos edifícios que escondem a paisagem 

(Poluição Visual na cidade de Belém)

Esses são alguns dos problemas vividos nas cidades brasileiras e que podem ser realidade também em outros países, pois todas as cidades possuem problemas, porém, os acima citados fazem parte de grandes aglomerações, e dificilmente serão solucionados. As autoridades não conseguem monitorar todos os problemas devido ao acelerado crescimento ocorrido no passado. Ou até mesmo por falta de vontade e competência.

CONCLUSÃO

Concluímos este trabalho escolar compartilhando conhecimento sobre os problemas sociais e ambientais das regiões metropolitanas. Destacando conceitos técnicos utilizados e dando como exemplo diversos problemas derivados do acúmulo de pessoas, tais como a insuficiência ou má qualidade dos hospitais, precariedade nos serviços de saneamento básico, sistema de transporte coletivo deficiente e precário, elevados índices de violência acúmulo de lixo e de esgotos, desemprego, favelas, cortiços, enchentes problemas no trânsito, poluição sonoro, carência de áreas verdes, poluição visual, entre outros não especificados.

Fontes:














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